SEM GLÚTEN E SEM LACTOSE

por quarta-feira, Maio 4, 2016

Você já deve ter ouvido várias vezes sobre o famoso “sem glúten e sem lactose”. Mas afinal você sabe o que é o glúten? E a tal da lactose?

O glúten é a fração proteica dos grãos de trigo, cevada, centeio e aveia. l. No caso da aveia, a fração proteica é a avenina; na cevada, a hordeína e, no trigo, é a gliadina. Algumas pessoas apresentam problemas com o glúten, como é o caso da doença celíaca ou a sensibilidade ao glúten. Na doença celíaca o corpo rejeita a substância proteica do glúten e afeta o intestino delgado, diminuindo as vilosidades (importantes para a absorção dos nutrientes) e causando um processo inflamatório. Alguns sintomas são: diarreia crônica, inchaço e dor na barriga, anemia, desnutrição, entre outros. Já na sensibilidade ao glúten, o indivíduo apresenta sintomas parecido aos da doença celíaca, como gases, distensão abdominal (inchaço), dores e diarreia, porém as vilosidades não ficam comprometidas e não ocorre o processo inflamatório.

O principal tratamento é a dieta com total ausência de glúten; quando a proteína é excluída da alimentação, os sintomas desaparecem. É muito importante que pessoas portadoras da doença ou sensibilidade fiquem atento às fontes de glúten como os pães, bolos, bolachas, macarrão, coxinhas, quibes, pizzas, cervejas, whisky, vodka, etc.

Mas e se eu não tenho problemas com o glúten, posso comer? Há ainda muitas controvérsias e estudos que defendem e outros que não. Mas o que se sabe é que o glúten ao longo dos anos foi muito modificado, ficando bem diferente ao original e isso tornou-se uma preocupação para alguns médicos, nutricionistas e profissionais da saúde. Outro fator preocupante é que a dieta do brasileiro muitas vezes possui o glúten de manhã, de tarde e de noite, em todos os dias. Você acha que esse excesso todo de uma fração de proteína modificada pode não fazer mal? Pode ser que demore algum tempo, e, dependendo do estado nutricional no indivíduo pode afetar de alguma forma.

E a lactose?

A intolerância à lactose é a incapacidade de digerir o açúcar do leite. Segundo Mahan e Stump (2005), é a intolerância ao carboidrato mais comum e afeta pessoas de todos os grupos etários. A má digestão de lactose é causada por uma deficiência de lactase, a enzima que digere o açúcar do leite. Os sintomas comuns é o inchaço, flatulências, cólicas e também diarréia.

Agora vamos a receita da semana do Pão sem glúten e sem lactose

Ingredientes:

100g de biomassa de banana verde

2 ovos

3 colheres de sopa de semente de chia

2 xícaras de farinhas de arroz integral

1 xícara de farinha de linhaça

10g de fermento biológico seco

1 colher de sopa de açúcar demerara ou mascavo

1 xícara de água morna

½ xícara de óleo de girassol

Sal a gosto

Modo de preparo: bata as sementes de chia até virarem farinha e misture com 3 colheres de sopa de água. Deixe de molho de 15 a 30 minutos, para elas incharem e ficarem uma mistura espessa. Em uma tigela de vidro dissolva o fermento e o açúcar na água morna e deixe descansar 5 minutos (para crescer). Misture todas as farinhas e o sal. Reserve. Com um batedor de arame misture o óleo, os ovos e a biomassa de banana verde. Acrescente a mistura de fermento com as farinhas, mexendo bem até obter uma massa homogênea. Coloque em uma forma de pão antiaderente untada com um pouquinho de óleo e deixe descansar em local fechado por 30 minutos. Leve para assdar no forno pré-aquecido a 180ºC por cerca de 30 minutos. E só ele esperar ficar moreninho e pronto! Fica uma delícia.

É super fácil e riquíssimo em nutrientes que vão deixar seu intestino feliz e funcionando bem. Se fizer me conta depois como foi o resultado!!

pão

Se você ficou com alguma dúvida ou tem alguma pergunta pra fazer:

Entre em contato: Izabella Imianovsky Nutricionista   Fone: (47) 9146-6060  Instagram:Izabellai

 

REFERÊNCIA: BARRETO, C. J.; CÉ, N. Estudo da Qualidade de Serviços Oferecidos em Hotéis de Porto Alegre/RS: oferta de alimentos isentos de glúten e lactose no café da manhã. Competência: Porto Alegre, RS, v.7, n.1, p. 79-95, jan./jun. 2014.

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