RONALDO FRAGA DA SHOW NO SPFW E NÓS AMAMOS

por segunda-feira, Maio 2, 2016

SPFW começou, bombou e acabou e eu?! Bom! Eu acompanhei pela internet dessa vez. Sempre torcendo pelos amigos que fiz por lá, porque eu sei que é punk, que é correria, tiro, porrada e bomba! Por fim, aconteceu! Mais uma edição de muitos acertos e o primeiro que irei comentar é dos acertos de Ronaldo Fraga.

Com seu instagram sempre cheio de conteúdo e algumas fotos antes de suas peças desfilarem no SPFW , uma rápida leitura das macro-tendencias e já pudi ficar por dentro sobre o desejo de consumo para a primavera-verão, conseguindo assim: Desvendar o mistério antes mesmo de ir a passarela. Com o tema Re-existência Ronaldo Fraga não deixou a desejar na criatividade e nos elementos que traduzem o pouco de sua viagem a Africa e a história de alguns refugiados.
Confira algumas imagens do desfile a baixo:

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Ronaldo Fraga SPFW- N41 abril/2016 foto: Sergio Caddah/FOTOSITE

Via FFW: Ronaldo Fraga sabe contar bem uma história. É dessas pessoas que começam a conversar e te transportam para outro lugar, ao ponto de te emocionar com tamanho envolvimento. O dele e o seu, no universo que ele generosamente faz questão de dividir com seu interlocutor. Seus desfiles são tão tocantes certamente por isso. Ao falar de amor, da China, da juventude ou do rio São Francisco, há honestidade de intenção, recheada com um talento vindo de um olhar muito particular, cheio de poesia e engajamento, que desta vez se voltaram para o tema dos refugiados do mundo. As roupas são um meio de comunicar toda essa mensagem, da mesma maneira que simbolizam a única herança que muitas das pessoas fugidas de seus países carregam, embarcando em viagens de barco levando apenas a roupa do corpo. “Há um elo entre a cultura deles e suas roupas”, diz Ronaldo Fraga, que quer, nesta coleção, criticar a intolerância, não só dos países europeus que querem virar as costas para refugiados e imigrantes, mas para a intolerância das diferenças, incluindo à do Brasil. “Vivemos um momento de muita intolerância aqui e em todo o mundo.”

Tudo começou no ano passado, quando Ronaldo Fraga fez uma viagem de dois meses para a África. “Há lugares como o Brasil, a Índia, a China e a África, de onde você não sai do jeito que entrou.” Dessa viagem, Ronaldo trouxe experiências significativas, muitas delas de Moçambique, onde passou mais tempo, que juntou com o movimento dos refugiados – africanos, mas não apenas – e a literatura do angolano Walter Hugo Mãe e do escritor moçambicano Mia Couto. Quando foi para a África diz que não tinha na cabeça que sua próxima coleção sairia dali, mas acabou acontecendo.

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