O QUE HÁ POR TRÁS DA COLEÇÃO/ DESFILE GUCCI W/19?

por sexta-feira, Fevereiro 23, 2018

Eu estou no chão. Estou emocionada, estou acreditando que tem solução! Que as pessoas vão ser melhores, que o mundo da moda será melhor, que a criação vai existir, que mentes fascinante ainda existem.

Fico no chão, desacreditada toda vez que vejo uma cópia do meu trabalho, mas também, fico arrepiada com a passarela que conta uma história, que fascina, que tem conteúdo, que tem significado que tem amor! Aô GUCCI me deixaram feliz com a última coleção e o último desfile. Me deixaram emocionada, quem me segue lá no insta entende um pouco ao que estou me referindo.

O Gucci Squad chegou mais ousado. Entrou na biblioteca e de lá foi correndo para o porão onde, em ambiente controlado, entraram na vibe de estranhas experiências.

O Nome da coleção? CIBORGUE, você assim como eu deve ter se perguntado o que é isto. O Wikipedia nos explica;

Ciborgue – Tendo como base a Antropologia do Ciborgue, ciborgue é toda pessoa que tem sua existência constituída pela tecnologia digital. É o hibridismo entre o ser humano e a máquina, a incorporação das tecnologias em seus modos de existência, uma criatura de realidade social e também uma criatura de ficção. “Realidade social significa relações sociais vividas, nossa construção política mais importante, significa uma ficção capaz de mudar o mundo” (HARAWAY, 2000, pag. 40)[1]. Para Haraway ficção científica contemporânea está cheia de ciborgues, isto é criaturas que são ao mesmo tempo animais e máquinas que habitam mundos ambíguos que são tanto naturais como fabricados. Desta forma, o ciborgue é uma imagem condensada tanto de imaginação quanto de realidade material.

ciborguização altera o nosso modo de existência, há uma incorporação das tecnologias digitais em nossas ações do cotidiano, modificando o modo de existir e agir sobre o mundo. O modo de vida online torna-se indispensável e impensável, gerando significados e acrescentando inúmeras possibilidades ao modo de vida off-line.

As inúmeras possibilidades oferecidas pelas tecnologias digitais potencializam a ação do ser humano sobre seu dia – a – dia. É necessário compreender que as práticas do ciborgue  não ocorrem em outra dimensão da vida, em uma espécie de “universo paralelo”, mas constituem o nosso modo de vida. Os atos praticados nos ciberespaços nos afetam e nos compõem em todas as nossas ações. As barreiras entre o real e virtual não existem pelo fato de que a incorporação das tecnologias nos afeta e nos constituem como seres humanos.  O estabelecimento do raciocínio de uma hierarquia entre online e off-line perde validade a partir do momento em que consideramos as características próprias da cibercultura e suas práticas. Sendo assim, as interações que ocorrem no ambiente virtual também compõem a realidade. E não se deve negar valor a elas, dado que, a ciborguização é constante e factual.

Na moda, podemos brincar mais, podemos viajar com as asas de dragão que nós mesmos criamos. Na vida real a loucurinha de tudo-junto-agora pede mais reflexão porque, apesar de tudo, o corpo humano sangra e mexer com os limites do cérebro é assunto ao mesmo tempo violento e delicado. Sobre isso, a própria Donna Haraway dá a letra em uma das frases mais célebres de seu manifesto: “Este ensaio é um argumento em favor do prazer da confusão de fronteiras, bem como em favor da responsabilidade em sua construção.”  

Fonte: Elle

Tem isso e muito mais! Estamos encantados aqui no Ousadia Fashion e queriamos algumas peças desta coleção, cheia de sentindo ou nem tanto assim, e agora ficou mais fácil para entender? Ameii também Moschino, aguarde as próximas postagens, logo falamos sobre.

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